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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cemiterios de Concreto




Entre o “arrastar de correntes,” vivenciando a experiência das horas na esfera, girando dias, noites, anos... Pensar no vazio, na ausência de algo, alguém ou até mesmo uma sensação, nostalgia, não é uma tarefa complicada, muito menos agradável. Porém julgamos importante ir ao seu encontro nessa última semana, momento em que se comemorava o feriado do dia do trabalho. Há os que lutam por preencher seus cemitérios de concreto espelhando suas vidas nos atores de telenovelas, há os que fazem terapia... Muitas vezes é possível ocultar o incômodo com o auxílio de drogas e seja momentâneo ou não, questionar não nos parece nada interessante.  Autoafirmação com o mecanismo de bens materiais (o famoso meu carro é maior que o seu), ou posição social. Porém, também estamos fugindo para o campo e estamos assustados.  Escondendo-nos pelos interiores de igrejas frias, nos corredores de grandes celebrações, enfiados atrás de mesas ou canteiros de obras, enfim: Nascemos sós e sejam ou não por causas naturais, o desfecho de uma vida continua sendo um ato extremamente solitário. Quem sabe a chave seja mesmo o que se faz nesse período do meio, não é mesmo?

E você, o que teria a dizer sobre o teu vazio?




Captação de Imagens, texto e edição:
Renan Santana

Secundárias, argumentação e entrevistas:
Juliana Farias

Participaram desta postagem:
Márcia Regina de Souza
Deize G. Moreira
Gabriel Gomes Luz
Robervânio da Silva
João da Silva


Trilha:
Piano Sonata
Domínio Público

Agradecimentos:
Campo da Esperança Serviços
"Concessão das Imagens no Cemitério do Gama - DF"


La Vivienda Libre:
Renan Santana
Juliana Farias.


Twitter: https://twitter.com/#!/ViviendaLa
Youtube: http://www.youtube.com/user/Viviendra?feature=mhee